quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A arte judaica



A arte judaica
Os amuletos foram empregados para proteger o homem ou suas posses das más influências, ou para neutralizar a má sorte, doenças e danos de vários tipos que já estivessem agindo contra a pessoa.
Na grande maioria dos casos, os amuletos judaicos consistiam de um artigo com o Nome de D’us inscrito em seu interior, ou com uma passagem das Escrituras, ou algo semelhante.
Eles podiam ser feitos artesanalmente ou em série. No primeiro caso eram feitos sob encomenda para um indivíduo em particular ou para uma finalidade específica, enquanto aqueles feitos em série eram mais impessoais, sem caráter específico
Desde os tempos mais remotos, o pergaminho foi o material mais utilizado para confecção de amuletos em uma variedade de tamanhos e formas
Nem sempre era o amuleto, de papel ou pergaminho, que tinha ornamentos; muitas vezes estes eram feitos em seu invólucro. De metal, couro ou tecidos preciosos, eram confeccionados por hábeis artesãos, preocupados em torná-los mais atraentes.
Embora durante o século 20 os amuletos impressos se tenham tornado populares em todo o mundo judaico, nas comunidades do mundo muçulmano ainda tinham seu lugar preferencial os amuletos em prata ricamente trabalhada, ou embutidos em joias.
Esses amuletos eram geralmente confeccionados por ourives judeus, que haviam sido autorizados pelas autoridades muçulmanas a trabalhar com ouro e prata e a vender seus produtos aos muçulmanos. Dotados de formas e motivos idênticos, refletem uma crença comum nos poderes apotropaicos (i.e., que têm poder de afastar influências maléficas ou desgraças) de algum objeto. Um exemplo é a chamsá1 judaica e muçulmana, que reflete a crença nos poderes da mão estendida.
Enquanto os amuletos de metal eram menos comuns na Europa, entre os séculos 17 e 19, os judeus italianos mais abastados tinham uma predileção por estojos de amuletos em prata maciça. Denominados “Sha’dai” (El Sha’dai é um dos Nomes de D’us) e destinados a proteger as crianças pequenas, eles eram pendurados ou suspensos acima do berço de maneira que fossem visíveis.
 Os que confeccionavam os amuletos tinham também acesso a recursos como a micrografia, técnica característica da arte judaica, em que os motivos são minúsculas letras hebraicas. Outro tipo de escrita reservada aos amuletos era a escrita “angelical” ou alfabeto cabalístico, cuja origem remonta aos caracteres do final da Antiguidade.
Entre os símbolos mais especificamente judaicos citamos: os itens necessários para o culto no Templo e várias representações de locais sagrados – em particular, Jerusalém e o Monte do Templo, mas também santuários e túmulos como o Túmulo da matriarca Rachel, Kever Rachel.

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